Inclusão Educacional e Certificação Educacional são coisas diferentes

Uma das situações mais intrigantes ao professor é quando ele explica a mesma coisas de várias vezes, de várias formas, com várias técnicas de ensino, e mesmo assim o aluno não consegue entender.

Um primeiro diagnóstico para este problema é sem dúvida a falta de comunicação. Quem ensina tem que aprender a traduzir a mensagem para que esta se torne conhecimento.

Para isto há várias metodologias como repetição, ambientação e a famosa G.A. (goela abaixo).

Entretanto, há um ponto pouco explorado no processo de ensino-aprendizagem que é a interpretação da matéria prima (o aluno).

Alunos tem comportamentos, costumes, hábitos e recursos intelectuais diferentes, e na sociedade nem todo mundo vai atingir o grau máximo de excelência. Vamos lembrar de uma colmeia: independente da força de vontade, mas uma abelha operária provavelmente não se tornará um zangão.

Isso não é discriminação! Discriminar seria deixar aquele que tem maior dificuldade de lado. Isto na verdade seria inclusão do indivíduo dentro da realidade máxima a que ele poderá chegar.

As inteligências múltiplas nos explicam que ninguém é bom em tudo e que sempre teremos alguma coisa faltando, que será completado por outro personagem social para atingir o fenômeno esperado.

Por isso, quando encontramos alunos com dificuldades de entender uma temática específica, após várias tentativas, estamos fazendo o processo de seleção natural da capacidade intelectual do individuo, dando-lhe oportunidade de encontrar a sua utilidade no mundo, compreendendo o limite a ser atingido, independente do diploma que ele possa adquirir formalmente.